segunda-feira, 4 de julho de 2011

Referências “contagiantes” para a motivação à Leitura

Elogio da Leitura - Antão,Jorge Augusto;
O Clube dos Poetas Mortos – Kleinbaum, N.H.
O Carteiro de Pablo Neruda – Skarmeta, António
A Sombra do Vento - Zafon,Luìs
A Regra de Quatro - Caldwell,Ian/Thomason,Dustin
A Pérola - Steinbeck,John
O Encanto da Leitura – Campos, Helena; Reis, José
Sobre a Leitura - Proust,Marcel
As Palavras Difíceis - Ferreira,António Mega
O Velho Que Lia Romances De Amor - Sepulveda,Luís
A Família De Nazaré - Gonzalez,Maria Teresa
Encontro De Amor Num País Em Guerra - Sepulveda,Luís
A Menina Que Detestava Livros - Pawagi,Manjusha
Contos Para Delfins - Baena, Badillo
O menino que não gostava de ler – Tamaro, Susana
Sementes de Violência – Evan, Hunter
O Nome da Rosa –Eco, Umberto
A Chama da Rainha Joana – Eco, Umberto
Deste Viver Aqui – Antunes, António Lobo
Inês da Minha Alma – Allende, Isabel
Cemitério dos Pianos – Peixoto, José Luís
A Biblioteca de Babel – Borges, José Luís
O Leitor – Schink, Benhard

A coordenadora do PNL

LIVROS À SOLTA OS ADEPTOS DO BOOKCROSSING QUEREM TRANSFORMAR O MUNDO. E GOSTAM TANTO DE LIVROS QUE SÃO CAPAZES DE OS LIBERTAR PARA QUE OUTROS OS RECOLHAM, LEIAM E VOLTEM A SOLTAR. É O PRAZER PARTILHADO DA LEITURA.

Se encontrar um livro à solta, recolha-o. No interior, poderá ler: «Não estou perdido. Sou um livro e vim parar às tuas mãos para que me leias e me passes a outro leitor». É este o espírito do Bookcrossing, movimento que surgiu nos EUA, em 2001, e que rapidamente cativou adeptos em todo o mundo.
Como funciona? Deixa-se um livro num espaço público, para que seja encontrado por outros, que continuarão a cadeia de leitura. Os livros estão identificados com uma etiqueta, que regista o seu percurso, e a lista de livros à solta encontra-se disponível em www.bookcrossing.com.
«É uma emoção receber uma mensagem de correio electrónico com notícias de um livro libertado na rua, saber que encontrou novos leitores e que fez alguém feliz», diz Teresa Laranjeiro, responsável pelo sítio de apoio português. Bibliotecária em Lisboa e leitora compulsiva, descobriu o movimento há quatro anos. O primeiro adepto luso deste movimento foi registado em 2001, e Portugal é hoje o décimo país com mais membros, ultrapassando 10 mil inscrições – os EUA lideram o ranking1, com mais de 287 mil participantes.
Comunidade de apaixonados pela leitura, com a ambição de tornar o mundo numa biblioteca gigante, o Bookcrossing rege-se por três práticas: ler um livro; registá-lo, atribuindo-lhe um número de identificação e colando-lhe uma etiqueta; libertá-lo, para que seja encontrado por outra pessoa.
Por todo o mundo, existem locais estabelecidos pelos adeptos para libertar e encontrar livros.
Em Portugal, estão registados 47, de Viana do Castelo a Faro, da Madeira a Coimbra.
Normalmente, os livros são encontrados, mas apenas 10 a 20 por cento recebem comentários indicando o seu caminho.

Teresa Violante, Gingko, 7 de Outubro de 2008 (texto adaptado)

Ler mais nas férias...

Se te interessas por problemas sociais

O Triunfo dos Porcos, George Orwel, Prespectivas & Realidades
Uma Questão de Cor, Ana Saldanha, Edinter
Cerromaior, Manuel da Fonseca, Caminho
As Vinhas da Ira, Jonh Steinbrck, Livros Brasil
Retalhos da Vida de um Médico, Fernando Namora, Europa-América
O Livreiro de Cabul, Asne Seierstad, Presença

Se gostas de autores dos PALOP e do Brasil

O Vendedor de Pássaros, José Eduardo Agualusa, Dom Quixote
Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra, Mia Couto, Caminho
Quem Me Dera Ser Onda, Manuel Rui, Cotovia
Dom Casmurro, Machado de Assis, Europa-América
Os Capitães da Areia, Jorge Amado, Europa-América
Comédias Para Ler Na Escola, Luís Fernando Veríssimo, Dom Quixote

Se gostas de histórias fantásticas

O retrato de Dorian Grey, Oscar Wilde, Relógio D’Água
A Saga dos Ototori, Lian Hearn, Presença
A Metamorfose, Kafka, Europa-América
Drácula, Bram Stocker, Europa-América
Histórias Extraordinárias, Edgar Allen Poe, Guimarães Editores

Se Gostas de Histórias Com Trama Policial

A Sombra do Vento, Carlos Ruiz Zafón, Dom Quixote
O Código Da Vinci, Dan Brown, Bertrand
A Voz do Violino, Andrea Camilleri, Difel

Se Gostas de Pequenas Histórias

O Velho e o Mar, Ernest Hemingway, Livros do Brasil
O Conto da Ilha Desconhecida, José Saramago, Caminha
Cão como Nós, Manuel Alegre, Dom Quixote
História de uma Gaivota e do Gato que Ensinou a Voar, Luís Sepúlveda, ASA
Contos Exemplares, Sophia de Mello Breyner Andresen, Figueirinhas
Novos Contos da Montanha, Miguel Torga, Dom Quixote

Se gostas de histórias que ficaram para sempre

D. Quixote de la Lancha, Miguel de Cervantes, Dom Quixote
Robison Crusoé, Daniel Defoe, Lisboa Editora
Tom Sawyer, Mark Twain, Verbo
O Estrangeiro, Albert Camus, Livros do Brasil
Por Quem os Sinos Dobram, Ernest Hemingway, Livros do Brasil
Cem Anos de Solidão, Gabriel García Márquez, Dom Quixote
O Carteiro de Pablo Neruda, Antonio Skártmeta, Teorema
Manhã Submersa, Vergílio Ferreira, Bertrand
Aparição, Vergílio Ferreira, Bertrand
A Sibila, Agustina Bessa-Luis, Guimarães Editores
A Costa dos Murmúrios, Lídia Jorge, Dom Quixote

Se gostas de histórias actuais vividas por jovens

A Ilha do Chifre de Ouro, Álvaro Magalhães, Dom Quixote
Sobrei da História de Meus Pais, Graça Gonçalves, Gostar
Dentro de Mim Não há Ninguém, Alexandra Honrado, Difel
Diário de Sofia e Companhia, Luísa Ducla Soares, Civilização
Nem Pato nem Cisne, Ana Saldanha, Caminho
E Dizer-te uma Estupidez Qualquer, Por Exemplo Amo-te, Martín C. Córdoba, Dom Quixote
Que Alguém Me Queira Cinco Minutos, José Maria, Âmbar
O Diário de Ma Yan, Ma Yan, Asa
Tão Longe de Sítio Nenhum, Ursula K. Le Guin

A coordenadora do PNL


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terça-feira, 17 de maio de 2011



Os livros. A sua cálida,
terna, serena pele. Amorosa
companhia. Dispostos sempre
a partilhar o sol
das suas águas. Tão dóceis,
tão calados, tão leais,
tão luminosos na sua
branca e vegetal e cerrada
melancolia. Amados
como nenhuns outros companheiros
da alma. Tão musicais
no fluvial e transbordante
ardor de cada dia.


Eugénio de Andrade, Ofício da Paciência

sábado, 7 de maio de 2011

Um livro sobre o amor aos livros

É sobejamente conhecido o desgosto com que os pais preocupados com a formação dos filhos costumam registar a inapetência destes para a leitura. Daniel Pennac, romancista, professor e pai de família, descreve neste ensaio cheio de humor, todas as perplexidades que usualmente assaltam os diversos intervenientes neste processo de conflitos surdos, temores, bloqueios e teimosias.
Acima de tudo, conforme se sublinha no presente livro, a leitura tem de ser um prazer e os leitores de hoje devem usufruir de alguns direitos inalienáveis.
Como Um Romance é assim uma obra profundamente original, onde, de uma forma ao mesmo tempo divertida e muito séria, se aborda aquela que é porventura a questão central de que dependem o destino do livro e da cultura tal como a temos entendido tradicionalmente.

Ler Mais ,em Braga

No passado dia 30 de Abril, pelas 15 horas, a Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva promoveu um encontro com todos os alunos concorrentes ao LER Mais, em Braga.
A Escola EB 2,3 de Celeirós, tendo aderido a este concurso, desenvolveu a 1ª fase do mesmo e preparou os alunos vencedores desta 1ª fase para a participação a nível concelhio. Os resultados foram os melhores: quer a Eva Oliveira (4º ano da Escola EB1/JI da Cruz), quer a Margarida Silva (3º ano da Escola EB1/JI da Cruz) alcançaram o 1º lugar para o seu nível de ensino (3º e 4º anos).
A Leonor Veiga (5ºA) e o Tiago Leite (6ºD), apesar de não terem sido premiados, saíram mais ricos com a experiência pela qual passaram. A Biblioteca Escolar, o Plano Nacional de Leitura e todos os docentes envolvidos tornaram possível esta pequena aventura no mundo literário.
Parabéns aos participantes !

                              Eva Oliveira(4º ano), Margarida Silva (3º ano) e Leonor Veiga (5º ano)

domingo, 1 de maio de 2011

Dia da Mãe

Mãe: não quero ensombrar o teu dia, assombrar o dia que para ti fizeram os fazedores comerciais de dias. O teu dia é, apesar de tudo, um dia justo, um dia que tu mereces infinitamente, muito além do comércio de merecimentos em que nos tornámos peritos e agiotas. Não quero negar-te as flores da justiça que para ti eu acho justas: as flores que nascem dos teus dedos quando plantas jardins no meu olhar.
Mas hoje deixa-me falar-te do mundo, mãe, e das desditas do mundo que as datas não compreendem nem comportam [não, mãe, não é do mundo impecável das datas que quero falar-te, do mundo afixado na parede, científico e neutro]. É do mundo mesmo que quero falar-te: do mundo em que todos giramos a uma velocidade constante e segundo uma inclinação necessária. Rodamos no mesmo sentido e tão desencontrados, mãe! É desse mundo que nos foi dado e nos corre nas veias que quero falar-te.
Quero dizer-te um segredo que eu pensei: reparaste nos joelhos famintos que fazem um H, que ligam pelo meio as duas colunas das pernas? São meus, mãe, são os meus joelhos, as minhas pernas de Homem que porventura nunca serei. Estou ao teu lado e por detrás de ti. As mãos pesam-me como se houvesse um mundo suspenso em cada uma delas. Não podes ver os meus olhos, mas eu vou dizer-te: olham na mesma direcção dos teus e, como os teus, são de gelatina e brometo de prata. Sim, mãe, é essa a nossa composição química para esta data que para ti fizeram os fazedores de datas. Somos figuras sem nome duma fotografia premiada, a câmara escura onde ousamos pensar o mundo em segredo.
Os fazedores de datas fizeram-te uma data e eu estou contente, apesar de tudo. Se eu te dissesse que me apetece chorar, não ficarias surpreendida. Mas não chorarei, mãe, porque tenho umas mãos grandes, com um mundo suspenso em cada uma delas. São grandes, mãe, e têm a articulação necessária para colher as flores que tu mereces. Não chorarei, não me apetece chorar o mundo. O que eu quero nesta data que para ti fizeram os fazedores de datas, sabes o que é? O que eu quero é mudar o mundo, mãe

Título: Carta a minha mãe sobre um segredo que eu pensei
Nuno Higino

sexta-feira, 25 de março de 2011

O cartaz da minha escola

À semelhança dos anos anteriores foi promovido, no âmbito da Semana da Leitura, um Concurso que apelava à imaginação e a um conjunto muito diversificado de competências enraizadas na transversalidade curricular. Este ano, teve como produto final a criação e apresentação a concurso de um cartaz, que, tal como a 5ª edição da Semana da Leitura, se centrou na relação Leitura - Energia - Floresta.
A concurso pelo agrupamento de escolas de Celeirós foram enviados os cartazes que
a seguir se divulgam.

Cartaz elaborado pelo 5ºA
Cartaz elaborado pelo 9º E

quinta-feira, 17 de março de 2011

What is that ?

A todos os pais...

As tuas mãos tem grossas veias como cordas azuis
sobre um fundo de manchas já cor de terra
— como são belas as tuas mãos —
pelo quanto lidaram, acariciaram ou fremiram
na nobre cólera dos justos...

Porque há nas tuas mãos, meu velho pai,
essa beleza que se chama simplesmente vida.
E, ao entardecer, quando elas repousam
nos braços da tua cadeira predileta,
uma luz parece vir de dentro delas...

Virá dessa chama que pouco a pouco, longamente,
vieste alimentando na terrível solidão do mundo,
como quem junta uns gravetos e tenta acendê-los contra o vento?
Ah, Como os fizeste arder, fulgir,
com o milagre das tuas mãos.

E é, ainda, a vida
que transfigura das tuas mãos nodosas...
essa chama de vida — que transcende a própria vida...
e que os Anjos, um dia, chamarão de alma...

Mário Quintana