quinta-feira, 17 de março de 2011

What is that ?

A todos os pais...

As tuas mãos tem grossas veias como cordas azuis
sobre um fundo de manchas já cor de terra
— como são belas as tuas mãos —
pelo quanto lidaram, acariciaram ou fremiram
na nobre cólera dos justos...

Porque há nas tuas mãos, meu velho pai,
essa beleza que se chama simplesmente vida.
E, ao entardecer, quando elas repousam
nos braços da tua cadeira predileta,
uma luz parece vir de dentro delas...

Virá dessa chama que pouco a pouco, longamente,
vieste alimentando na terrível solidão do mundo,
como quem junta uns gravetos e tenta acendê-los contra o vento?
Ah, Como os fizeste arder, fulgir,
com o milagre das tuas mãos.

E é, ainda, a vida
que transfigura das tuas mãos nodosas...
essa chama de vida — que transcende a própria vida...
e que os Anjos, um dia, chamarão de alma...

Mário Quintana

quinta-feira, 3 de março de 2011

As árvores e os livros a propósito do dia do PROSEPE ...

As árvores como os livros têm folhas
e margens lisas ou recortadas
e capas (isto é copas) e capítulos
de flores e letras de oiro nas lombadas

E são histórias de reis, histórias de fadas,
as mais fantásticas aventuras,
que se podem ler nas suas páginas,
no pecíolo, no limbo nas nervuras.

As florestas são imensas bibliotecas,
e até há florestas especializadas,
com faias, bétulas e um letreiro
a dizer: «Floresta das zonas temperadas».

É evidente que não podes plantar
no teu quarto, plátanos ou azinheiras.
Para começar a construir uma biblioteca,
basta um vaso de sardinheiras.

Jorge Sousa Braga AS ÁRVORES E OS LIVROS

terça-feira, 1 de março de 2011

Semana da Leitura

 O Plano Nacional de Leitura (PNL) terá, durante esta semana, um grande envolvimento em torno dos livros e da leitura. Os alunos, professores, encarregados de educação e convidados envolvidos nestas actividades darão mais cor, vida e entusiasmo ao PNL. Assim, contamos com poesia cantada e musicada, visitas à Feira do Livro e às exposições relacionadas com as obras do PNL (máscaras, telas, ilustrações…), biografias de autores de várias nacionalidades, “A Viagem do Elefante”, de Saramago na expressão plástica, Escrita Criativa, subordinada ao tema “A árvore dos rebuçados”, de Rosário Alçada Araújo, Histórias Mágicas na Rádio Escola, teatro (A Educação Sexual na Escola, nos Prós e Contra, e “O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá” de Jorge Amado, com Sombras Chinesas), Ondas de Leitura e o Poema de Mão em Mão, encontro com autores de expressão portuguesa, Vergílio Alberto Vieira e Sandra Pinto, contos e recontos, curtas-metragens, LER com…

A história da Carochinha 1º e 2º ano Oliveira S.Pedro


Oliveira S.Pedro Dia dos namorados


 

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

   Capítulo XXI “ O Principezinho”

O capitulo XXI da história “O Principezinho” passa – se entre uma raposa e o principezinho onde a raposa dá uma grande lição de moral ao principezinho sobre a amizade
A raposa aborda no meio da sua lição de moral que hoje em dia os homens já não têm amigos. Esta é uma afirmação com a qual eu concordo.
Esta é uma realidade que para a maioria da população é normal, mas na verdade é muito assustadora. A palavra “amigo” é cada vez mais desvalorizada ao longo do tempo.
Na antiguidade, a palavra “amigo” significava um trabalho árduo sem fim, um longo período de tempo de adaptação, conhecimento e confiança.
Mas, hoje e cada vez mais, as pessoas individualizam - se, e, como ter um amigo, significa muito tempo e paciência, como a raposa explica, a palavra amigo é inatingível.
Por exemplo, nas redes sociais, como o facebook, uma pessoa pode ter 1000 amigos, mas será que algum deles nos conforta, nos faz sorrir, nos apoia nos momentos mais difíceis?
Não sabem porquê? Porque nenhum deles se sente responsável por nós, porque nenhum deles criou laços connosco, porque nenhum deles nos vê com os olhos do coração.
Mas para evitar tudo isto devemos seguir aquilo que o nosso coração diz e não desistir de encontrar os nossos verdadeiros amigos.
Este é um simples comentário e uma reafirmação do que a raposa disse ao principezinho, mas se querem saber mais desta obra fantástica deixo – vos a sugestão de lerem a obra “O Principezinho”. Não se irão arrepender.   

Joana Faria Nº 9     9º A

Amor impossível!...

Na mesma noite sem estrelas, o nosso Gato foi a caminho de um animal muito feroz; a cobra-cascavel.
Mas antes de se ir embora ele escreveu um belo poema para a Andorinha, sabendo que ninguém ia gostar da ideia, mas meteu-o num sítio que só eles dois é que sabiam.
Passaram-se meses e, do Gato, nem sinal. Estava no meio de dois penedos alimentando-se da cobra-cascavel e de um ou outro insecto raro que lhe aparecia.
No entanto, a Andorinha estava feliz com o Rouxinol. Mas, num dia de frio, foi ao sítio onde estava a carta. Estava muito danificada mas conseguia-se ler o seguinte poema:
Nunca vi ninguém
Alguém como tu
Animal como tu
Nunca vi ninguém.
Com ar sorridente,
Amoroso e quente,
Amigo e presente
De um animal nu.

Animal sem pecados
Animal muito amado
Por um gato feio
Velho e desajeitado.

Amo-te muito
Andorinha Sinhá
Irei ver-te um dia
Numa bela manhã.

A Andorinha ficou com uma dor no seu coração após ter lido a carta. Era a dor do amor e das saudades do Gato.
Este nunca voltou, para a Andorinha sentir o que ele sentiu, após aquele dia em que ele se foi embora do parque.
O Gato acaba por morrer à fome e de velhice e a Andorinha viveu até ao fim dos seus dias com a dor do amor e das saudades do seu Gato Malhado.

Diogo Silva, 8ºC nº 8

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

EB1 /JI Oliveira S.Pedro


Texto colectivo produzido depois da leitura de duas histórias da colecção "Moranguitas".

 A obra "A princesa que não sabia espirrar" história dramatizada e ilustrada.


"Uma corrida de vassouras " os alunos do 2ºano fizeram o levantamento da área vocabular de "Bruxa" e os alunos do 1ºano ilustraram.



Trabalhos produzidos pelos alunos do 1º e 2ºano da EB1 de Oliveira S.Pedro

Cavalos azuis, letras coloridas, sapatos de califa, borboletas e um baile de pernas saltitantes…

Sabias que os cavalos podem ser azuis? E também amarelos? E da cor que tu os imaginares?
Alguma vez viste uma estrela a sorrir para ti? E retribuíste com um sorriso resplandecente?


Sabias que as letras podem ser coloridas como o arco-íris? E que te podem fazer dançar ao som melodioso dum poema declamado em voz alta?



Alguma vez calçaste sapatos de califa que te fizessem voar pelo mundo da fantasia? Talvez até pisar um tapete mágico?



Já te imaginaste de rede na mão a caçar borboletas num campo verde e amarelo e a sentir o cheiro das flores selvagens, sob o céu azul infinito?



Já alguma vez imaginaste um baile de pernas saltitantes, rodopiantes, cobertas com meias de vidro coloridas, a sapatearem ao ritmo acelerado do cha-cha-cha?



Tudo isto e muito mais os alunos da turma do 5ºD sentiram e imaginaram quando leram e ilustraram a obra “Do Alto do Cavalo Azul”, de Vergílio Alberto Vieira, o autor que brevemente visitará a nossa escola. Vem admirar os trabalhos dos teus colegas, expostos na BE, e deixa-te levar pela tua criatividade, tal como eles fizeram durante as aulas de Área de Projecto.

Trabalho do 5ºD  realizado em Área de Projecto



sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Resumo e ilustração da obra "O Segredo do Rio " de Miguel Sousa Tavares

Resumo
O segredo do rio
Numa aldeia simples, com um ribeiro de águas límpidas, vivia um rapaz no seio de uma família de agricultores.
O rapaz gostava de mergulhar nas águas cintilantes daquele pequeno rio.
Um dia, um grande peixe apareceu naquelas águas. Era uma carpa e tinha um segredo: falava com as pessoas.
O rapaz e o peixe tornaram-se amigos inseparáveis.
Chegou o Outono e houve seca. As plantas começaram a secar. Não havia alimento.
Os pais do rapaz resolveram matar o peixe.
O menino ficou triste e aflito e foi pedir ao seu amigo para fugir.
A carpa aceitou e desapareceu.
Eles despediram-se com muita mágoa.
Numa noite de luar, o rapaz apercebeu-se que o peixe tinha voltado.
Foi ter com ele; este contou-lhe que tinha arranjado muita comida num barco que tinha naufragado.
Ilustrado por  Filipe  Emanuel Peixoto

O menino muito feliz foi avisar os pais.
Recolheram os enlatados que davam comida para todo o Inverno.
O pai verificou que o peixe era um grande amigo e, colocou uma tabuleta na margem do rio dizendo: «Proibido pescar».
Entretanto o rapaz também colocou uma tabuleta que dizia: «Este rio tem um segredo e esse segredo é só meu».

Alunos do 4º ano
EB1/JI da Cruz – Celeirós


Ilustrado por Luís António Pinto